Última matéria enviada em 03/08/2007 - Matéria acessada: 2272 vezes
Artistas do Brasil e de mais 20 países expõem na 3ª Feira Internacional de Cultura e Artesanato em Vitória
Fernanda Zandonadi Mais de 700 artesãos do Brasil e de outros 20 países expõem suas criações na 3ª Feira Internacional de Cultura e Artesanato, que acontece até o dia 12, no Shopping Vitória. Além das exposições, serão ministradas oficinas e cursos durante todos os dias do evento, que começou na tarde desta sexta-feira (03).

As manifestações culturais são um presente à parte: dança afro, italiana, do ventre, alemã, bandas de congo. Do Brasil, uma gama de culturas: rendas do Ceará, esculturas de Minas Gerais, vasos feitos de coco vindos do Rio de Janeiro. Do exterior, esculturas de madeira do Quênia, tapeçarias egípcias e cálices de pedra do Paquistão.

Histórias feitas a mão

De Pernambuco, o artesão José Nildo da Silva trouxe imagens de santos, animais, pessoas, todos feitos em uma madeira chamada Uburana, árvore típica do sertão nordestino. Fernanda ZandonadiCom habilidade de quem maneja a madeira há 16 anos, Nildo começa a esculpir, despreocupadamente, uma imagem enquanto conversa com nossa equipe. Ele conta da infância pobre em Petrolina, de como fez o primeiro brinquedo que teve e da surpresa quando notou que a arte podia ser seu trabalho.

"Eu sou autodidata. No começo, quando eu era criança, eu fazia meus brinquedos de madeira. Só que eu vim despertar para a arte com 21 anos, quando eu vim trabalhar com isto daqui. Eu não sabia que isto vendia".

Nildo diz que já fez mais de 5 mil peças, de todos os tamanhos e formas. Uma, em especial, ele guarda com muito carinho e não vende por dinheiro nenhum. "A primeira peça que eu fiz, eu tenho, tá no meu atelier. É uma arara. É bem rústica, tão primitiva que nem vendeu na época. Depois de dois anos eu pensei, porque não guardar? Eu guardo até hoje e não vendo por dinheiro nenhum", diz sorrindo.

Cléber Wiermanl da Trindade, de Tiradentes, Minas Gerais, há 23 anos começou a trabalhar confeccionando anjos, flores e animais com latas de óleo usadas. Com o tempo, a procura pelas peças foi tanta que Cléber contratou 12 pessoas para ajudá-lo e precisou buscar outros materiais para continuar a produção. Ele diz que, apesar de a produção ter aumentado, todo trabalho continua sendo feito como no começo, manualmente.

"Eu comecei a trabalhar com latinhas de óleo. Pegava as latinhas, abria e fazia as peças, como anjos, gatos. Hoje eu já não dou mais conta de produzir estas peças com as latinhas, então eu compro a chapa galvanizada", diz.

Fernanda ZandonadiUm estande chama a atenção pela delicadeza e o brilho discreto das peças, vindas do Vale das Jalapas. São colares, bolsas, brincos, cintos e mandalas, todas feitas com o Capim Dourado. O nome já diz tudo. Esta planta, comum na região do Jalapão, no Tocantins, tem o caule dourado e, com muita habilidade, moldado em diversas formas. A responsável pelo estande, Ângela Lima, diz que a planta tem também um valor social muito forte, já que dela muitas famílias de artesãos tiram o sustento.

"Eles trabalham com o capim molhado, já que ele é duro quando está seco. Depois ele pode ser moldado em vários formatos, círculos, triângulos, quadrados. Tudo artesanalmente e é aí que está o valor, né?"

Confira a programação

Dia 03/08


Às 15 horas: "Tambores Japoneses". O Clube Taiko, da Associação Nikei de Vitória, fará uma apresentação da arte milenar oriental, um mix de ritmos e sons que surgem das "batidas" dos bastões nos tambores. A perfeição dos movimentos, a sincronia do grupo e as batidas nos tambores japoneses alegram e emocionam os expectadores.
Às 19 horas: "Banda de Congo São Sebastião do Taquaruçu", da região de Roda D´Água, de Cariacica.

Dia 04/08

Às 17 horas: "Interação com João Bananeira". Este artista personifica um personagem típico do folclore capixaba que tem uma história mística, vivendo de máscaras. Feito de folha de bananeira, o artista fica escondido durante toda a apresentação para trabalhar com o imaginário das pessoas, só retirando a máscara às 18h.

Dia 05/08:

Às 17 horas: "Dança Alemã", com o grupo Pilger Der Hoffung. Apresentação folclórica que resgata as tradições da Alemanha. Os artistas são de Cariacica, cidade que recebeu, ao longo da história do Espírito Santo, os filhos das primeiras gerações de imigrantes alemãs que chegaram a Domingos Martins, Santa Maria de Jequitibá, Marechal Floriano e Santa Leopoldina.

Dia 06/08

Às 19 horas: "Dança do Ventre". A dançarina Cyntia, de Vitória, resgata a cultura árabe.

Dia 07/08

Às 15 horas: "Dança Afro, do Projeto Semearte". Este projeto consiste em atender crianças fora do horário escolar, complementando a educação delas com aulas de arte, teatro, dança etc.
Às 19 horas: "Interação com João Bananeira".

Dia 08/08

Às 15 horas: "Interação com João Bananeira".
Às 19 horas: "Apresentação da Bateria da Escola de Samba Unidos de Boa Vista", de Cariacica.

Dia 09/08

Às 15 horas: "Congo Mirim - Projeto Semearte"
Às 19 horas: Marujada Cruzada São Paulo

Dia 10/08

Às 15 horas: "Dança contemporânea - Projeto Semearte"
Às 19 horas: "Banda de Congo de Piranema"

Dia 11/08

Às 17 horas: "Dança Italiana", com o Grupo de Ballo Saltarello, de danças folclóricas italianas.

Dia 12/08

Às 17 horas: "Interação com João Bananeira
 
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