Última matéria enviada em 14/07/2005 - Matéria acessada: 656 vezes
Decisão nas Organizações

Sou um apaixonado por processos decisórios. Em minhas aulas os alunos já estão acostumados a ouvir que tomar decisões é a atribuição maior dos administradores e que esse processo de tomada de decisão requer subsídios para que o agente decisor (tradução do inglês Decision Maker - DM) consiga êxito em suas decisões.

 

E uma decisão precisa ser tomada sempre que estamos diante de um problema que possui mais que uma alternativa para sua solução. Mesmo quando, para solucionar um problema, temos uma única ação a tomar, temos as alternativas de tomar ou não essa ação.

 

O professor do Ibmec Gerson Lachtermacher em seu livro "Pesquisa Operacional na Tomada de Decisões" define a tomada de decisão como o processo de identificar um problema ou uma oportunidade e selecionar uma linha de ação para resolvê-lo. Só que estão embutidos neste processo uma série de fatores que afetam a nossa tomada de decisão: tempo disponível para a tomada de decisão; a importância da decisão; o ambiente; certeza / incerteza e risco; agente decisores; conflito de interesses.

 

Dos citados acima, a incerteza é o fator que mais atormenta os administradores, afinal, em todo processo decisório está embutido um grau de incerteza. O que os administradores buscam é justamente minimizar a incerteza com a utilização de sistemas de apoio à decisão.

 

Todos nós fazemos escolhas em nosso dia-a-dia. No âmbito empresarial estas escolhas podem significar ganhos ou perdas de milhares ou milhões de reais. Ai é que entra a arte do verdadeiro administrador, separando o joio do trigo.

 

A intuição é importante, vários empresários ainda hoje tomam suas decisões através dela e conseguem sucesso. Só que a intuição muitas vezes pode falhar e o problema pode se tornar ainda maior, dependendo do caso.

 

Na verdade, os administradores devem tomar decisões acertadas subsidiadas por informações confiáveis a respeito de todos os fatores ou critérios que irão afetar a tomada de decisão. Não estou dizendo que os administradores não devam utilizar a intuição, eles devem usar sim. Só que além da intuição, eles devem utilizar ferramentas que minimizem bastante as conseqüências desagradáveis decorrentes da decisão tomada.

 

Os administradores devem modelar o processo decisório. Um modelo é uma representação de uma realidade conhecida. Os modelos forçam os decisores a tornarem explícitos seus objetivos; forçam a identificação e o armazenamento das diferentes decisões que influenciam os objetivos; forçam a identificação e o armazenamento dos relacionamentos entre as decisões; forçam a identificação das variáveis a serem incluídas e em que termos elas serão quantificáveis; forçam o reconhecimento de limitações; permitem a comunicação de suas idéias e seu entendimento para facilitar o trabalho em grupo.

 

Dadas estas características, os modelos podem ser utilizados como ferramentas consistentes para a avaliação e divulgação de diferentes políticas empresariais. 

 

Busquei passar para vocês um resumo sobre o processo decisório e espero que os gestores das empresas brasileiras busquem cada vez mais utilizar métodos comprovados cientificamente para auxiliar a sua tomada de decisão.

 

Boas decisões trazem bons resultados!

 
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